Vinícola Angheben

 

No segundo dia de nossa visita ao Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves, visitamos Vinícola Angheben. Eu havia lido em algumas pesquisas que fiz na internet, um blog que recomendava a visita nesta vinícola, destacando um vinho varietal com a uva Terodego, que seria uma experiência nova para mim.

A estrutura da vinícola Angheben é bem simples, bem acanhada, um grande barracão para ser preciso. Obviamente isso não desmerece e nem deveria influenciar a qualidade dos vinhos produzidos. E como fomos atrás de uma experiência diferente para conhecer um vinho varietal de uma variedade de uva para mim exótica, a estrutura do lugar não me interessava.

Chegando ao local, sou informado como funcionava a degustação, valores, etc. De imediato sou informado que eles não tinham mais exemplares do Teroldego e Touriga Nacional, mas que eu poderia se quisesse fazer a degustação dos demais vinhos poderia fazer.  Neste momento eu já percebi pelo tipo de abordagem, que de fato os bons vinhos se esgotaram e estavam fornecendo para degustação o que havia disponível.

Bom, mas já que estávamos lá, vamos degustar. Foram servidos 5 vinhos, Gewurtztraminer, Barbera, Tannat, Cabernet Sauvignon,  um Brut, não nesta ordem.  Nenhum dos vinhos me chamou a atenção como um exemplar digno de menção, ou até mesmo, nenhum me deu vontade de comprar, para ser bem prático.

Talvez o melhor tenha sido o Tannat, mais encorpado, mas mesmo assim com acidez forte. Algo que me chamou muito a atenção, mas não de forma positiva, foi o forte aroma de mel no cabernet sauvignon, e no barbera também algo adocicado demais, me lembrou aquele adocicado de fruta estragando.  Não é uma ofensa aos enólogos da vinícola, só que para mim não deu. Se o vinho é uma experiência única individual, para mim, essa realmente não me agradou.

E talvez, o forte e excepcional da vinícola sejam realmente os vinhos que haviam acabado e não pudemos degustar, o que é um pena, pois a impressão que ficamos da vinícola Angheben não foi boa. Espero que eles possam crescer e ter uma produção maior a fim de oferecer uma estrutura mais adequada ao enoturismo, afinal se a vinícola está de portas abertas para atender visitantes, deveria se preparar melhor para isso, não no sentido do atendimento pessoal, mas do que a experiência ao visitante seja mais completa e enriqueça a marca da vinícola.

Se você procura uma experiência diferente eu visitar uma vinícola pequena, mas que produz vinhos bons, existem outras no Vale do Vinhedo que são mais bonitas, mais charmosas e com vinhos melhores. Essa é minha humilde opinião e não tem absolutamente nada contra a vinícola em si.

 


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